Em resumo: Projeto Medith propõe o surgimento de um novo universo para os Role Playing Games. Uma fonte de informação, ponte para as comunidades de pesquisa, jogo e interesse, dentre outros do mundo dos RPG storytelling, também conhecidos como RPG tradicionais ou tabletop, paper-and-pencil, pencil-and-dice ou board games.
Anos atrás, ainda no colégio, fui “iniciado” nos Role Playing Games. Eramos três jogadores, o enredo poderia ser resumido num suspense apocalíptico, sempre acompanhado de um fundo musical -Stratovarius, Raphsody, dentre outras bandas do tipo- passávamos horas encarnando personagens que ficaram marcados na minha memória. Dessa primeira partida surgiram questões, dúvidas e estas por sua vez deram origem a horas divagando sobre o porquê desta primeira impressão. Não, não foram dragões e masmorras que ficaram na memória, foram trechos da bíblia, de livros de geografia e ciências que ainda persistem em brincar com o meu pensamento na tentativa de reviver a história criada em um simples jogo, o “faz-de-conta”.
Essa curiosidade virou coisa séria ao perceber que mais de um teria passado pela mesma situação, e quem sabe até pela mesma curiosidade -não diria uma obsessão embora possa estar a caminho de ser-. Em um esforço conjunto surgiu um projeto chamado Medith e logo um trabalho de conclusão de curso. A perspectiva do Design “nos” permitiu -pois somos dois os que hoje dão renda solta a essa curiosidade- sonhar e focar o esforço em Medith, e num coletivo de ideias para o mundo do RPG Storytelling.
“To suppress a truth is to give it force beyond endurance… To trust is necessary. Even when we know evil could be there, because trust prepare us to fight evil.”
Ed Spielman and Herman Miller
Não sabemos ao certo aonde essa procura irá nos levar, mas temos certeza de que a curiosidade é o motor de busca.
Neste blog você encontrará um coletivo de ideias, como dito anteriormente, relacionadas ao mundo do RPG, do Storytelling e deste projeto que chamamos Medith, e que nas próximas publicações será melhor explicado. Por enquanto fica uma citação do prof. Luiz Carlos Jafelice:
É frequente encontrar–se professores de astronomia com um anseio quase obsessivo de conduzir seus estudantes à moderna forma científica de pensar, mas sem se preocuparem em discutir com eles, ao mesmo tempo, o que é ciência, suas possibilidades e limitações inerentes, sua história e relações com a cultura e assuntos humanos. Tal procedimento tem se revelado mais e mais nocivo (…) (JAFELICE, 2002, p. 2).

