Aplicações reais dos Games na educação – Caso 1

Caso 1: The Institute of Play, um instituto inspirado nos jogos

A diferença do post “Aplicações reais do RPG na educação – Caso 1“, o assunto tratado hoje envolve indiretamente o RPG através do uso de ARGs. Por esse motivo decidimos criar uma seção sob a categoria Aplicações Reais dedicada especialmente aos casos onde o RPG pode ou não estar envolvido, mas onde o o foco são os Games na educação.

Segundo Katie Salen, diretora executiva do The Institute of Play (TIoP), New York, embora esta seja a primeira instituição de ensino desenvolvida em base ao jogo como ferramenta de aprendizagem (…) we have not yet used RPGs with our students. Essa foi a resposta da co-autora do livro Rules of Play, leitura que recomendo.

Website do "Institute of Play"

Website do "Institute of Play"

Os projetos do TIoP

Entendendo como os jogos funcionam, a equipe do TIoP propõe o desenvolvimento de um contexto propício para a aprendizagem, ou learning environment. É assim como, após construir parcerias com o governo, incubadoras tecnologicas, densenvolvedores de jogos (na industria), universidades e ainda profissionais interessados das ciências humanas e exatas, o instituto promoveu e desenvolveu projetos inovadores:

  • Quest to Learn
  • Mobo Studio
  • Being Me
  • Gaming SMALlab

Objetivos e métodos

As idéias promissoras do TIoP já ganharam o auspicio do MIT, Intel, Fundação MacArthur e até da Parsons The New School for Design em tão só três anos de vida. Promovendo os Gaming Literacies ou as “capacidades do jogo” que se referem às habilidades, ferramentas e disposições comportamentais próprias do design, da cultura e do ato de jogar jogos, o TIoP atrai público de todas as idades à exploração de novas formas de pensar, agir e se expressar através do jogo.

O potencial

A lista das categorias de jogos utilizadas pelo TIoP cresce com o passar do tempo:

  • Digital games, videogames, mobile games, board games, paper-based games, collectable card games, big games, pervasive games, ARGs, slow games, fast games, and everything in between.

Embora os RPGs não tenham sido citados no listado, fica claro que em mais de uma categoria encontramos paralelos com a prática do RPG, pontos em comum a exemplo dos ARGs e a sua combinação da realidade com o mundo ficticio, um faz-de-conta. O potencial é evidente.

Em próximos posts iremos aprofundar nos projetos e fazer uma ponte com o RPG. Por enquanto vale a pena conferir o site oficial do TIoP, além deste pequeno “teaser” com algumas palavras de Katie Salen.

About the Author

Nicolas Franz. Apaixonado pelo RPG e pelo design gráfico alimento a curiosidade pelo RPG educacional e a teoria transdisciplinar para dar continuidade à pesquisa que iniciei na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): "RPG no paradigma 2.0, vislumbrando a interação disciplinar".